Friday, July 23, 2010

O meu coração pára quando olho para cima e és tu. Quando já não te vejo há dias e a tua altura, o teu sorriso, o teu abraço me assaltam e lembro-me porque vale a pena a ausência. Quando passaram 5 minutos desde que te vi a última vez, porque foste à cozinha ou eu à casa-de-banho, e o impacto é o mesmo que após uma semana de distância. Não o trocava por nada. Podia ficar a olhar para ti horas. Às vezes fico, quando adormeces, quando vês televisão, quando conduzes..
Fico a pensar em como és TÃO tudo.

E tão meu.

Monday, June 21, 2010

#1


I love how you glance over at me when you’re driving and you always take a little longer than you should because you should be looking at the road and then you rest your head on my shoulder and it’s a miracle we haven’t had an accident yet (well technically we have, but not a real one) and when you reach over to kiss me at the traffic light and we get honked at by the car behind us but you just laugh because it’s worth it..

Monday, June 14, 2010

A tua boca. Podia escrever uma tese sobre a tua boca. Começava por descrever o sabor, um sabor quente, longíquo, doce, picante.. Os teus lábios.. hmm.. os teus lábios.. macios, delicados, como seda. E a tua língua, veludo. A tua boca na minha, a minha língua a percorrer a forma dos teus lábios até encontrar a tua, a fome que tenho de beijar-te. Beijas-me e esqueço.. esqueço o mundo inteiro para além dos nossos dois corpos, esqueço-me de respirar, esqueço a força nas pernas, esqueço-me inteiramente em ti. Quero-te tanto. Mordo a boca a pensar. Não conhecia este querer, esta vontade, este desejo.. que me surpreendem ainda a cada encontro. Sempre que te encontro, encontro-te.

E quando me tocas..

Wednesday, June 09, 2010

Se o Mundo (Universo, Cosmos, Planeta) conseguisse entender o quanto Amo, Quero, Desejo, Anseio, Preciso.. ter-te ao meu lado, virar-se-ia do avesso como uma camisola para que pudesses estar sempre junto a mim.
O que gosto mesmo é de manhãs contigo.
Manhãs a ver o céu mudar de cor, reflectido nos teus olhos ensonados. Sentados num parapeito de janela à distância de um copinho de café. Conversar sobre tudo e nada, em voz alta e nos silêncios. Esperar que o tempo se demore.
Manhãs com o mar à janela, o seu sabor na tua pele. Corpos encaixados entre o branco dos lençoís. O teu coração a bater no meu peito. A tua respiração a acabar no meu sorriso.
Manhãs que chegam antes do sono, prolongamento da noite que não chegou a acabar. A minha cabeça no teu colo, o despertar da madrugada e os teus braços que me aquecem os ossos.
Manhãs distantes em que a ausência do teu corpo é preenchida pelo som da tua voz, palavras de ternura, tom de paixão, espreguiça, boceja..
Seja como for, acordo sempre contigo. Começo o dia contigo e começo de manhã. Por isso gosto de manhãs.

Quero acordar sempre contigo.. é contigo que começo.

Tuesday, June 08, 2010

Gosto de manhãs. Apetece-me dizer que sempre gostei mas volto a chocar com o peso dos conceitos absolutos, e a verdade é que durante muito tempo o termo "gostar" era relativo. Tenho esta dificuldade ainda, em conhecer o meu presente sem conotar o que já passou. Anseio por um tempo em que frases tão banais quanto "i really hope my past hasn't screwed up my future", transmitidas em salas escuras de cinema, não tenham uma ressonância tão aguda. É mais que a preocupação com o que ainda não aconteceu, é o medo do que não chegou a acontecer, quando tinha a certeza de que já tinha acontecido. É confuso. And not the point. Não sei dizer quando começou o Agora, mas agora gosto de manhãs. This is the point.

Friday, June 04, 2010

Adormeço em ti para contigo acordar.

O telefone toca.
Sei quem é.
O meu corpo inteiro permanece a dormir, o meu coração acorda.
Estendo um braço para fora do sono e alcanço a mesinha de cabeceira.
O meu dia começa ao pressionar de uma pequenina tecla - verde.
Oiço a tua respiração no limite da minha e o meu coração bate.
A tua voz atinge-me o peito como trovoada e o meu coração voa.. de entre os lençóis até junto de ti.

Wednesday, May 26, 2010

Queria escrever-te um poema.

Um poema que tornasse concebível o amor que tenho por ti.
Um poema que substituisse todos os medos por promessas.
Um poema que diminuisse distâncias ao alcance de um beijo teu.

Mas quando te tenho perto prometo-te o meu amor no beijo,
E não tenho medo.. porque és tu o meu poema.
I never knew what to do with people. I'd dive under to try to avoid each dissapointment but it seemed everytime I came up for air the angry sea caught up with me. Every breath became harder, every blow made me weaker, I was drowning.
Maybe it was my fault, venturing into the water when I didn't know how to swim. Everyone else made it look so easy. No matter how hard I tried to learn, I just couldn't get it right. I convinced myself I didn't like the sea because I couldn't enjoy it, and the notion that I was only - barely - surviving made it a frightening monster in my mind.
I stopped trying eventually. I let myself sink, tired and bruised, into the deep dark emptiness. I lay there, my limp body against the cold sand, for a long time. I was sure I was dead. I waited for the sharks to come tear away what was left of me - skin and bones - my insides were empty. I was hollow. They never came.
It was when I stopped fighting that the current had enough strength to carry me. I had given up, it was stronger than I was. My fate lay in its path. We travelled togehter, in silence, until I started feeling warmth again. I was floating. The sun shone through my skin, slowly replacing the freezing numbness with a tingling heat.
I took a risk, scared though I was, I opened my eyes. I could see, clearly. Like I had discovered glasses after a lifetime of blurred vision. I had thought the bluriness was clarity. That it was never brighter than shadows.
In the distance, somewhere along the horizon, there was an island. It was still far away and my body was still sore but I could feel myself floating in its direction. So I waited a while longer.
I was close now. I felt something. Something inside. Fear. Hope. Excitement. I knew then I was alive. And full.
Cautiously, I stretched out my arms, I pushed against the water with my feet, I tried. I was swimming. I could swim. Somehow along the way, I had finally figured it out. I knew in my heart, my beating heart, that I would be safe if only I reached that island. My strokes were still clumsy, and I too frail to gain speed, but I knew I'd get there. And I did.
I walked up to the beach, leaving the sea behind as I felt the sand between my toes. I was home.
I had work ahead of me yet. A life to build on my island. With bathtubs and bicycles and cherry trees. But there was time. As long as I had my island I would never drown again.